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Discussão sobre faces e conflitos da Juventude mobiliza as famílias

postado em 24 de ago de 2015 13:54 por prof.esterlopes@cfimaculadaconceicao.com.br   [ atualizado em 8 de set de 2015 03:41 por Henrique Lisboa ]

O Colégio Franciscano Imaculada Conceição recebeu pais de alunos dos Anos Finais e Ensino Médio para uma mesa- redonda em que o tema é o principal desafio de uma família: Disfarces da Juventude.

A Escola para pais é um projeto importante criado pelo CFIC há cerca de dez anos para auxiliar e orientar as famílias sobre a gestão familiar e, também, de como lidar com as necessidades de crianças, adolescentes e jovens. Acontece, Sempre, com a presença de profissionais capacitados para debater assuntos relevantes. A escola recebeu o pediatra e hebiatra, Darlan Correa, a psicóloga Sâmara Nick e o Diretor do Departamento da Juventude, Carlos Santos e a assistente social, do CFIC,  Maykellyane Lourenço, que mediou o debate.
Com presença maciça dos pais, Darlan Correa abriu os trabalhos da noite para falar sobre a visão da sociedade a respeito dos adolescentes. “É preciso se dedicar em compreender essa fase que, apesar de única, tem muitos sentidos para os adolescentes. Desde sempre, ele é visto como vilão, aquele que só traz problemas. Todos já fomos adolescentes um dia e sabemos como é uma época dolorosa em vários aspectos, como físico e emocional. No fim, declarar guerra só atrapalha”, explicou o especialista. 

A psicóloga Sâmara Nick reforçou essa ideia. Segundo ela, a adolescência é uma fase de cuidados, uma vez que, se a criança crescer sem limites, dificilmente haverá compreensão quando a adolescência chegar. “A gestão de famílias é algo muito importante e, nos dias atuais, os pais estão confusos acerca de seus papéis. A criança cresce dominando a casa e, depois, não aceita os limites, que são extremamente necessários e fundamentais para a formação do caráter”. Sâmara ainda pontuou que a instituição escolar é uma extensão da instituição familiar e que é de suma relevância os pais estarem inseridos e participativos na escola dos filhos.

Também compunha a mesa, o Diretor do Departamento de Juventude, Carlos Santos. Há mais de 10 anos à frente de movimentos da juventude, Santos ressaltou a desigualdade social como fator relevante para a criminalidade que envolve adolescentes, no Brasil. De acordo com dados do departamento, de 2000 a 2012, 56 mil homicídios aconteceram no país. Cerca de 30 mil jovens sem escolaridade foram vítimas. “O adolescente não é problema, ele pode ser a solução, se soubermos como reformular nosso olhar para analisá-los. Esse é  um constante debate”, finalizou Santos.